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Grande parte das emissões gasosas na região do Alentejo Litoral derivam de processos de combustão, nomeadamente CO, NOx, SO2 e partículas inaláveis (PM10), e são geradas por um pequeno número de indústrias dos sectores de produção de energia, subprodutos plásticos de resinas e de base petrolífera e cimenteiras.


No projecto GISA, para medir a exposição à poluição atmosférica, usam-se vários métodos:

  • Usou-se a rede convencional de estações de monitorização da qualidade do ar (Agencia Portuguesa para o Ambiente), composta por 3 estações, localizadas em Monte Chãos, Sonega e Monte Velho. Registam concentrações de SO2, NO, NO2, NOx, O3 (todas), CO, PM10 e PM2.5 (Monte Velho).
  • Usou-se também uma estação móvel equipada com sensores para medir a concentração dos poluentes regulamentada pela directiva 96/62/EC e subsequentes Directivas: NOx, Pb, SO2, PM10, CO, O3, benzeno, As, Cd, Hg, Ni, PAH’s. Esta estação está também equipada com um sensor para medir a intensidade do campo electromagnético e com amostradores passivos para SO2, NO2, O3 e BTX.
  • Usou-se uma rede de amostradores passivos composta por tubos difusores e por biomonitores localizados em 100 pontos de amostragem que garantem a cobertura de todo o territorio (Alentejo Litoral).
  • Os gases sujeitos a amostragem por tubos difusores foram SO2, NO2, O3, C6H6 (Benzeno), C7H8 (Tolueno), C8H10 (Xilenos) e NH3 (Amónia). Foram realizadas 7 campanhas de amostragem sazonais (2009-2011), cada campanha durou cerca de 15 dias.
  • Outra abordagem usada para medir a qualidade do ar foi a utilização de liquenes como biomonitores. Os liquenes são organismos vivos que reagem fisiologicamente ao ambiente. A sua fisiologia simples e a falta de mecanismos de protecção fazem destes organismos excelentes modelos para medir o impacte da poluição atmosférica nos organismos biológicos.